Que as palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam agradáveis a Ti, Senhor, minha Rocha e meu Resgatador! Salmo 19:14
Tinha sido um sábado maravilhoso. Passamos o dia em uma pequena igreja numa cidade próxima da nossa. Nos dois dias que se seguiram, decidimos que precisávamos programar um novo projeto evangelístico que envolvesse a nossa família, assim decidimos o tema e as participações. Estávamos entusiasmados! Meu filho tocaria saxofone e eu tocaria piano. Meu marido e eu dividiríamos a oratória.
Já estávamos na terça de manhã, e um amigo me contatou para fazer o primeiro convite para que a mensagem fosse apresentada. Fiquei emocionada, entendendo que Deus tinha aprovado a ideia.
Fizemos o culto matinal, e estudamos o Salmo 19. Lembro-me de que a oração foi insistente, mais que o normal, para que Deus nos guardasse durante o dia.
Deixei meu filho na escola e me preparei para fazer uns exames laboratoriais. Foi quando tudo aconteceu. Engatei a ré do carro e comecei a sair da garagem automaticamente. Notei o aviso de porta aberta que o carro anunciava. Verifiquei que era a porta de trás, do lado do passageiro. Simplesmente saí do carro para corrigir o esquecimento. No entanto, eu havia esquecido de colocar o veículo em ponto de estacionamento. Dei a volta por trás do carro, alcancei a porta e a fechei. Ao entrar novamente no carro, ele arrancou inesperadamente. Dei um pulo para o lado, tentando escapar, mas ainda assim ele me atingiu no lado esquerdo, jogando-me ao chão.
O carro passou por mim e avançou para um terreno baldio em declive. Pensei: Vou pegá-lo! E saí correndo atrás dele. Consegui alcançá-lo, dei a volta para o lado da porta aberta e coloquei um pé dentro do carro, apenas para perder o equilíbrio e ser jogada para fora. Ao ser lançada, a porta me empurrou em direção ao carro novamente. Caí debaixo da porta e vi o pneu passar a alguns centímetros da minha cabeça. Quando ele passou a pouco mais de um palmo, elevei um pensamento a Deus: Obrigada, Senhor!
O carro ainda continou descendo até ser contido por um cupinzeiro, que ficou reduzido a pó, mas impediu que ele seguisse seu curso e destruísse uma casa que estava na direção e machucasse mais alguém.
Graças a Deus, minha vida foi poupada. Recebi muitos abraços do marido, dos filhos e várias mensagens virtuais dos amigos. O que era para ser um dia de tragédia se transformou em um dia de alegria.
Acredito no trabalho dos anjos que nos protegem constantemente. Tenho certeza de que naquele dia eles evitaram que meus amados filhos e esposo tivessem que prosseguir a vida sem a minha companhia. Este, sim, é um Deus maravilhoso!
Tânia Prioli Cardozo
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